Aula 25 Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos II

TEMA: Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos II

Nossa aula foi: sexta-feira, 10 de maio de 2024.

EIXO TEMÁTICO

Investigação, estudo e pesquisa

 

HABILIDADES

Selecionar fontes de pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Literatura dentro do projeto científico

 

CONTEÚDO

Literatura dentro do projeto científico

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é realizar leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da pesquisa.

Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a leitura de um fragmento adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos. Esses tópicos frasais servirão para compreensão da temática e para produção textual do relatório final da pesquisa.

 

MATERIAL:

CORDEIRO, Aliciene Fusca Machado; BUENDGENS, Jully Fortunato. Preconceitos na escola: sentidos e significados atribuídos pelos adolescentes no ensino médio. In: Psicologia Escola Educação, 16 (1), Jun 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-85572012000100005. Acesso em 26/04/2024.

 

Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos II

6. Entretanto, problematizar as situações que envolvem preconceitos, desmistificar suas origens não é tarefa fácil, justamente porque as pessoas imersas na vida cotidiana precisam de certa praticidade, de "pragmatismo" para que a vida flua. Para tanto, uma das características da vida cotidiana é a ultrageneralização. Segundo Heller (1989, p. 44), chegamos à ultrageneralização de nosso pensamento e comportamento cotidiano de duas maneiras: "por um lado, assumimos estereótipos, analogias e esquemas já elaborados; por outro, eles nos são 'impingidos' pelo meio em que crescemos". Devido a essas condições, muitas pessoas demoram a adotar uma "atitude crítica" em relação aos esquemas recebidos, e outras nunca chegam a fazê-lo. Pode-se dizer, então, que as ultrageneralizações são "juízos provisórios" ou "regra provisória de comportamento", que nos permitem transitar pelas várias atividades que temos que realizar, parafraseando Heller (1989, p. 44): "provisória porque se antecipa à atividade possível e, nem sempre, muito pelo contrário, encontra confirmação no infinito processo da prática". Mas, quando esses juízos provisórios são refutados pela ciência e por uma experiência cuidadosamente analisada e, mesmo assim, conservam-se inabalados contra todos os argumentos da razão, estamos diante de um preconceito (Heller, 1989). Nas relações interpessoais essa característica da vida cotidiana pode levar a padrões rígidos de interação, como apontam Salles e Silva (2008, p. 155-156):

7. A sociedade categoriza pessoas em função, dentre outros aspectos, do que considera comum e natural para um grupo social, uma faixa etária ou um status social. As preconcepções que construímos sobre um grupo de pessoas são transformadas em expectativas e normas de comportamento e esperamos que elas ajam de acordo com elas.

8. Nessa perspectiva, entende-se que a manifestação do preconceito é individual, mas sua constituição se dá por meio das relações que cada um estabelece, as quais são permeadas por uma determinada história cultural e social.

9. Eminente estudioso do tema no Brasil, Crochík (2006, p. 13) destaca que, embora o preconceito "seja um fenômeno também psicológico, aquilo que leva um indivíduo a ser ou não ser preconceituoso pode ser encontrado no seu processo de socialização, no qual se transforma e se forma como indivíduo". Assim, torna-se fundamental compreender os movimentos de construção simbólica da realidade, por meio dos quais vai se configurando e confirmando aquilo que é socialmente considerado como estranho e anormal, imoral e patológico, entre outros critérios classificatórios da normalidade/anormalidade.

10. Na escola uma diferença estigmatizada pode processar uma "institucionalização invisível1", aprisionando o aluno no lugar daquele que não aprende, que é incapaz, doente. São estigmas que se dão pela pertença social, pela cor da pele, pela deficiência, pela impossibilidade do enquadramento às normas que diferem da normatividade aprendida/vivida (Moysés, 2001). Os estigmas, construções multideterminadas socialmente, são edificados ao longo do tempo e implacáveis com aqueles que não se enquadram nos padrões socialmente estabelecidos.

11. Charlot (2000), ao discutir a necessária relação entre aprender e tornar-se humano, afirma que, além da aquisição de conteúdos intelectuais, é imprescindível que o sujeito domine algumas atividades e alguns dispositivos relacionais. Dessa maneira, coloca em evidência que as formas de se relacionar são aprendidas, ressaltando que essa aprendizagem se dá nas situações de interação. Para o autor, estar incluído em determinadas relações possibilita aprender:

12. a ser solidário, desconfiado, responsável, paciente [...] em suma, a 'entender as pessoas', 'conhecer a vida', saber quem se é. Significa, então, entrar em um dispositivo relacional, apropriar-se de uma forma intersubjetiva, garantir um certo controle de seu desenvolvimento pessoal, construir de maneira reflexiva uma imagem de si mesmo (Charlot, 2000, p.70).

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno dos tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Registro no caderno de palavras-chave encontradas na leitura do texto.