Aula 23 Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos I

TEMA: Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos I

Nossa aula foi: sexta-feira, 3 de maio de 2024.

EIXO TEMÁTICO

Investigação, estudo e pesquisa

 

HABILIDADES

Selecionar fontes de pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Literatura dentro do projeto científico

 

CONTEÚDO

Literatura dentro do projeto científico

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é realizar leitura e parafrasear o texto selecionado para a problemática da pesquisa.

Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a leitura de um fragmento adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos. Essas paráfrases servirão para compreensão da temática e para produção textual do relatório final da pesquisa.

 

MATERIAL:

CORDEIRO, Aliciene Fusca Machado; BUENDGENS, Jully Fortunato. Preconceitos na escola: sentidos e significados atribuídos pelos adolescentes no ensino médio. In: Psicologia Escola Educação, 16 (1), Jun 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-85572012000100005. Acesso em 26/04/2024.

 

Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos I

1. A adolescência, de acordo com a abordagem sócio-histórica de psicologia, é uma construção cultural. Segundo Ozella (2002, p. 21), ela "é um momento significado e interpretado pelo homem. Há marcas que a sociedade destaca e significa. Mudanças no corpo e desenvolvimento cognitivo são marcas que a sociedade destacou". Assim, pode-se afirmar que a adolescência, mesmo em uma única sociedade, não ocorre da mesma forma nas diversas classes sociais.

2. Desse modo, entende-se que o jovem se constitui e é constituído por meio de múltiplas influências: a família, a escola, os amigos, a mídia, entre outras, e é com base nestas influências que sua identidade é forjada. No entanto, a concepção vigente na psicologia sobre adolescência está fortemente ligada a estereótipos e estigmas, desde que Stanley Hall a identificou como uma etapa marcada por tormentos e conturbações vinculadas à emergência da sexualidade (Ozella, 2002).

3. Pode-se afirmar então que a visão estereotipada que se tem da adolescência cria formas identitárias que aprisionam o jovem, estabelecendo assim padrões atitudinais que colocam o adolescente em estereótipos tais como ser chamado de "aborrecente". Entretanto, diferentes subjetividades são constituídas a partir do modelo posto socialmente, nos diferentes espaços-tempos de convivência dos adolescentes. Nesse sentido, a escola tem se mostrado um dos espaços privilegiados para fomentar esta constituição, já que ali estão colocadas várias problemáticas referentes ao adolescer hoje, como a questão dos grupos, dos valores, da sexualidade, das regras e normas postas pela escola e que são muitas vezes contestados pelos adolescentes, entre outros.

4. Uma das questões que emerge, na relação dialética, desse convívio social dentro da escola diz respeito aos movimentos de inclusão/exclusão que geram várias formas de preconceitos e violências nas relações interpessoais, os quais, por sua vez, reforçam as exclusões e inclusões em determinados grupos, espaços e situações. Portanto, há que estar atento para as condições em que se encontram os jovens nas instituições escolares, pois, como apontam Salles & Silva (2008, p. 155-156), muitas vezes, é ali que os adolescentes "são reduzidos a estereótipos que são construídos em relação a ele e que podem promover conflitos entre estes e o mundo adulto, no caso direção, professores e funcionários da escola, bem como entre os próprios jovens". Identificados com grupos marginais na escola e na sociedade, torna-se muito difícil romper com o preconceito a qual se veem submetidos, o que dificulta que os jovens atribuam novos sentidos às suas relações e a si mesmos. Para explicar como se engendra o preconceito em nossa sociedade utilizar-se-ão alguns conceitos de Agnes Heller.

5. Segundo Heller (1989), o preconceito é categoria do pensamento e do comportamento cotidiano. Contudo, a autora afirma que não é por fazer parte da vida cotidiana que os preconceitos devem ser naturalizados e aceitos. Em suas palavras, "quem não se liberta de seus preconceitos artísticos, científicos e políticos acaba fracassando, inclusive pessoalmente" (Heller, 1989, p. 43).

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno das paráfrases elaboradas com base na leitura do texto.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Registro no caderno de palavras-chave encontradas na leitura do texto.